O segundo e último dia do Paraná Business Experience apresentou aos empresários e investidores estrangeiros que participaram do evento o potencial produtivo e comercial do Estado nos segmentos de wellness, tecnologia da informação e infraestrutura. O evento, que tem o apoio do Governo do Estado, acontece paralelamente à Expo Dubai 2020, a maior exposição internacional do mundo e que este ano conta com a participação de 191 países, entre eles o Brasil, que até o próximo dia 17 homenageia o Paraná no pavilhão dedicado ao País. O primeiro painel do dia, sobre produtos de beleza e bem-estar, contou com a participação das empresas Baston, Aeroflex e Maxinutri. Quem abriu a apresentação foi Alain Wehbe, representante da empresa de aerossóis Baston nos países árabes. Além da linha de produtos Above, a empresa tem outras 11 marcas próprias e ainda produz para mais de 400 marcas brasileiras, dos segmentos de higiene pessoal, limpeza doméstica, tintas, produtos automobilísticos, entre outros. “Todos os nossos produtos são veganos, sem alumínio na composição e as nossas embalagens são 100% recicláveis. Além disso, os nossos líquidos recebem tratamento antes de serem descartados. A sustentabilidade é uma grande preocupação da marca”, disse. Em forte expansão, a empresa de Palmeira (Campos Gerais) recentemente contratou Neymar para ser seu embaixador, de olho na Copa do Mundo do Qatar. “Nossa meta é ser a maior marca de produtos de cuidado pessoal até 2022”, completou. A Aeroflex, também de produtos aerossóis, aproveitou a missão em Dubai para lançar um novo produto, o Bem Bio, primeiro biotranspirante à base de água do Brasil. Com tecnologia Aquabac Control, o produto usa gás vegetal, que emite três vezes menos carbono que o gás convencional, e é livre de alumínio, álcool e solventes. “Além da preocupação com a saúde dos consumidores, seguimos à risca os princípios de ESG. O Brasil é o quarto maior produtor de aerossóis do mundo e o Paraná se tornou um polo de excelência neste setor”, explicou Marcio Paranhos Miksza, CEO da empresa, com sede em Curitiba. O diretor comercial do laboratório de nutracêuticos Maxinutri, Fernando Ferdinandi, disse que o segmento leva em consideração a mudança de comportamento dos brasileiros em relação aos cuidados com a saúde, principalmente por causa da pandemia de Covid-19. “Vimos o consumo de vitaminas e suplementos aumentar durante os últimos dois anos. O que se percebe é uma preocupação maior com os cuidados preventivos do dia a dia, por isso o maior consumo de produtos que fortalecem a imunidade”, ponderou. A empresa, com sede em Arapongas (região Norte), distribui os seus produtos para todo o território nacional e também exporta os cinco continentes. Entre os países árabes, já negocia produtos customizados com a Jordânia.

 TURISMO – Mostrar o Paraná como uma grande potência turística é um dos objetivos da missão técnica-comercial Paraná BX à Dubai. Foi, inclusive, um dos focos de um protocolo de intenções assinado nesta terça-feira com a Cdial para certificação de serviços para muçulmanos em hotéis de Foz do Iguaçu. Outro projeto que visa expandir o número de visitantes no Estado é o turismo esportivo. “É preciso mostrar ao mundo que o turismo brasileiro é muito maior do que a Amazônia e o Rio de Janeiro. Costumo dizer que no Brasil a nossa grama é a mais verde, não a do vizinho”, disse o medalhista olímpico paranaense Giba, diretor executivo da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) na África e embaixador do esporte no Paraná.


 Uma das iniciativas para promover o turismo esportivo é a realização do Mundial de Voleibol Escolar em Foz do Iguaçu, já no ano que vem. “Será a primeira vez que este campeonato acontece fora da Europa. Será uma grande oportunidade para promover o turismo, o esporte e toda a riqueza do Paraná”, explicou. O ex-atleta também foi convidado pelo Sports Council de Dubai a liderar um programa de intercâmbio de alunos para promover o esporte e a saúde. “O incentivo e o respeito começam com as crianças, então por que não trazer as nossas crianças para Dubai e levar as crianças daqui para mostrar tudo o que temos a oferecer?”, acrescentou. 

 TI – O segundo painel teve apresentação de empresas e iniciativas do setor de tecnologia da informação e comunicação. CEO da startup Citymatch, Leon Le Senechal, disse que o Estado tem investido em inovação como um vetor de desenvolvimento e de aceleração das empresas. “O Paraná é referência nacional e usa essa vocação como impulso para o aumento de sua capacidade produtiva em todos os segmentos. Temos hoje 20 mil empresas de tecnologia que faturaram juntas cerca de US$ 4 bilhões, o melhor desempenho do País”, afirmou. Atualmente, são 1.434 startups em atividade, mais de 10% do ecossistema nacional. Entre elas, a Laura, o primeiro robô cognitivo, de mesmo nome, gerenciador de riscos do mundo. “Durante a pandemia, ficou muito claro o quão importante foi a inovação para ajudar os sistemas de saúde, uma das áreas menos digitalizadas. Mais de US$ 1 trilhão são desperdiçados anualmente com ineficiências dos sistemas de saúde”, explicou o CEO da startup, Cristian Rocha. Além disso, segundo estimativa da Fundação Bill e Melinda Gates, mais de 8 milhões de mortes poderiam ser evitadas por ano se os sistemas de saúde fossem mais assertivos. A Laura é reconhecida como uma das melhores health techs do Brasil. A implantação de sua tecnologia em hospitais já reduziu a mortalidade em 25% em seis meses, uma média de 18 vidas por dia, segundo a empresa. Os parques tecnológicos também estiveram no centro do debate. E eles está o Cilla Tech Park, de Guarapuava, que abriga o Vale do Genoma, e o Biopark, de Toledo. O Cilla e o Vale do Genoma ficam dentro da Cidade dos Lagos, smart city com 4 milhões de metros quadrados que abrigará, em breve, um dos mais modernos hospitais do País para o tratamento do câncer, sendo construído com apoio do Governo do Estado. As pesquisas realizadas nesse espaço serão usadas no diagnóstico e no tratamento dos pacientes do hospital, mas também para o desenvolvimento de diversos outros estudos e projetos nas áreas de saúde, alimentação e sustentabilidade. “Entendemos que as universidades já cumprem o seu papel na pesquisa acadêmica, mas estamos fazendo um ecossistema novo, fortalecendo e incentivando a pesquisa aplicada para as necessidades das empresas e dos empreendedores. São pesquisas que vão efetivamente mudar e melhorar a vida das pessoas”, explicou Cesar Silvestre Filho, diretor do Cilla Tech Park. A saúde também é um dos motores do Biopark. O parque será o primeiro do Brasil a criar um câmpus de startups, com quatro edifícios que deverão abrigar mais de 1.000 empresas da área de tecnologia. Hoje já são mais de 100 empresas e startups instaladas, sendo 19 internacionais, além de um polo educacional com quatro universidades.

Por: AEN