O diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus traça um retrato da evolução da pandemia. Baseando-se nos casos diários que atingem novos máximos na Europa, Ghebreyesus adverte para a ideia “enganosa” de que a variante Ómicron é menos agressiva.”A Ómicron continua a varrer o planeta.

Não se enganem, a Ómicron causa hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves estão a sobrecarregarem as unidades de saúde”, sublinhou Tedros Adhanom, numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

Embora a variante possa ser menos grave em média, “a narrativa de que é uma doença leve é enganosa”, vincou.

A OMS coloca em cima da mesa a possibilidade de novas variantes provenientes do “incrível crescimento da Ómicron a nível global”.

Ghebreyesus afirma que “novas variantes provavelmente surgirão, e é por isso que o rastreamento e a avaliação permanecem críticos”.

“Continuo particularmente preocupado com muitos países que têm baixas taxas de vacinação, pois as pessoas correm muito mais risco de doenças graves e morte se não forem vacinadas”, acrescentou.

O aumento da transmissibilidade da variante Ómicron terá impacto, sobretudo em países com menor taxa de vacinação, diz Mike Ryan, responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS.

“Um aumento exponencial de casos, independentemente da gravidade das variantes individuais, leva a um aumento inevitável de hospitalizações e mortes”, sustentou Ryan.Pico de infeções na Europa