O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai tirar pelo menos três dias de descanso no litoral da Bahia nesta semana. Ele viajou na tarde de hoje para o estado onde venceu com mais de 70% dos votos.

Este é o primeiro descanso de Lula desde antes da pré-campanha, no primeiro semestre. Casado com a socióloga Janja da Silva desde o final de maio, o petista brincava com frequência durante a campanha que ainda precisava viajar para a lua de mel com a esposa. Este é o momento.


Lula viajou nesta tarde após fazer a primeira reunião com a coordenação do governo de transição em um hotel em São Paulo. O vice-presidente eleitor Geraldo Alckmin (PSB) foi designado como coordenador, com a ajuda da presidente petista, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Aloízio Mercadante (PT), coordenador do plano de governo.

A gente pode ser feliz pelas ruas da Bahia. O casal deverá ficar em uma casa isolada no litoral sul da Bahia. Segundo círculo próximo, a expectativa é que Lula não trabalhe nem convoque pessoas próximas.

Como o presidente eleito não tem celular, seu único meio de contato seria o aparelho de Janja. Aliados brincam que acham muito difícil que ele consiga ficar, de fato, sem trabalhar ou falar sobre a transição.

Na quinta (3), quando eles ainda estarão na praia, o grupo de transição faz a primeira reunião de coordenação de campanha comandada por Alckmin.

Governo de transição. O grupo responsável por organizar a mudança entre governos deverá se instalar na sede do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, e se manter na ponte aérea com São Paulo. Gleisi ligou hoje para Ciro Nogueira (PP), ministro da Casa Civil, de Bolsonaro, nesta tarde para informa-lo formalmente.

A equipe petista deverá ter 50 pessoas, entre políticos, técnicos e servidores. O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato derrotado ao governo do estado, irá organizar o grupo da área de educação, mas não será coordenador.

Para petistas, Alckmin tem a imagem e o perfil do governo de conciliação que o grupo quer formar neste primeiro momento.

"A gente já mostrou isso [intenção de formar um grupo pluripartidário] durante a campanha, quando a gente fez essa frente ampla. Ele é o vice-presidente eleito, tem mais do que legitimidade para isso", disse Gleisi em coletiva nesta tarde.


Por: UOL